sábado, 14 de agosto de 2010

Se você quisesse me amar...




Eu novamente nasceria da maneira que você achasse melhor;
E subiria o Everest só para me adaptar;
Criaria outro modo pra chegar até você;
Talvez o avião a jato ainda seja devagar.
Eu iria para Marte pessoalmente
E te traria o mais belo extraterrestre;
E lá mesmo eu faria pra você
Um canteiro de flores campestres.

Eu reinventaria a matemática
E aumentaria as chances de ficarmos juntos;
E me tornaria mais rápido que o vento
Para com você dar a volta ao mundo em dez segundos.
Tornaria-me um vírus bonzinho
Somente para infectá-la com meu grande amor.
Seria capaz de viver mil anos no Saara
Apenas para não perder nenhum grau centígrado do teu calor.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quer mesmo?



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Não aconselho ninguém a entrar no meu mundo! Antes eu até podia fazer isso, mas hoje entendo que existem coisas fortes demais para alguém percebê-las em mim. Entretanto, por conta das vontades, desejos e insistências de alguns, vou aos poucos me apresentando realmente e acabo por sentir que se assustam comigo muito mais de decepção do que de admiração. É simples o motivo; eu sou careta demais, admito.
A pessoa que namorar comigo (se é que existe alguém no mundo com essa pretensão a meu respeito), deve estar pronta para lidar com uma pessoa extremamente romântica, que não discute com absolutamente ninguém sem usar de conceitos pautados na ciência (o que significa que para falar de amor, eu uso a psicologia, a filosofia, a antropologia e todas as “jias” possíveis, mas não é sempre assim); sou uma pessoinha que não bebe, não fuma, não gosta de festa, sou introspectivo em demasia e não gosto de ficar conversando com os amiguinhos da namorada, não me sinto bem... Eles vão falar mal de mim depois e vão dizer a ela aquelas coisas que eu já ouvi antes (deve ser esse o motivo de minha solteirice; será que existe alguém que possa mudar isso?).
Deve ela estar preparada para lidar com um sujeito pontual, genuinamente calmo, hiper-educado, observador, filosófico, sensível a determinadas situações, porém firme em tomadas de decisão nos 45 minutos do segundo tempo com prorrogação! Ainda tem mais: A coitada (nem sei por que estou usando este termo) passará maus bocados e só de pensar nisso já dá dó, pois até hoje poucos dos meus amigos conseguiram passar um dia de passeio comigo sem voltar pra casa revoltados com as coisas absurdas que falam sobre mim, assim abertamente, enquanto passamos pela rua!
O assunto é tão sério que... Sei não! Eu deixei de acreditar em um amor pra mim faz tempo!
Imagina a seguinte cena:
- Papai, Mamãe! Este é Fulano de Tal, meu namorado! – Diz a menina, alegre a ponto de pulular de satisfação.
- Minha filha, - diz o pai – desculpe, mas... Este é o seu namorado?
- Como assim papai?
- Sim, minha filha; eu não acredito que você vá namorar justo uma cara deste tipo, com tantos por aí melhores... Com uma fama melhorzinha que a dele... Você sabe do que vivem chamando ele? A cidade toda fala deste rapaz, quer dizer, nem sei se é rapaz mesmo!
- Papai, assim você ofende o Fulano de Tal! – diz a coitadinha (viu, é nesse sentido que eu falo).
- Bem, você é quem sabe, mas os comentários que ouço sobre este aí, não são bons nem no céu nem no inferno, abre-te o olho. Por mim, eu não sou a favor, mas você já pode decidir sozinha e arcar com as conseqüências depois!
Imaginou? Olha o tamanho do constrangimento que a princesa vai passar! Isso já aconteceu na minha primeira relação séria com alguém. Dá até vontade de rir, mas o caso é sério... Eu não quero mais ser motivo de constrangimento para ninguém que eu chegue a amar. Até porque os familiares não são os únicos a fazerem tal julgamento prévio de valores, os amigos também entram na história e foi assim... Exatamente assim e com mais acréscimos que a minha primeira grande história de amor obstruiu-se em apenas cinco meses!
Mesmo com tantas qualidades que porventura eu tenha, as pessoas desmoronam-me em seus comentários por eu ser da arte e por ter todos os qualitativos inicialmente narrados. O mais conflitante é: eu não sou nada do que dizem, absolutamente nada! Mas saio perdendo, pois a pior coisa é carregar um fardo que não é seu, mas que está com você todo o tempo.
Não aconselho ninguém a me conhecer profundamente! Com ressalva, caso o indivíduo se proponha a assustar-se com as lamúrias que faço! Tenho todas as qualidades que um homem sério poderia ter, mas é impressionante como a minha profissão e o meu jeito de andar conseguem influenciar as pessoas contra mim! Ou seja... Toda uma identidade construída que se mantém de pé apenas quando estou sentado, não posso andar, é automático, andei, a identidade desmorona... E eu sou o lado mais fraco da corda, saio perdendo sempre.
Quer mesmo me conhecer melhor?

Lamento meu!





Sou dono de uma tristeza desmedida que começa lá no fundo da alma e ultrapassa os limites do meu corpo e que não me deixa em paz nunca.
Ao subir e descer escadas ela me acompanha; na sala, em frente á lareira, sentada comigo ela está; quando ando, ela está do meu lado, mas sempre com um passo á frente para que eu não a esqueça quando olhar para os lados.
Pensava que a tristeza era apenas a coisa maluca contida na cabeça de alguns desestabilizados, porém pude ver algo mais profundo a partir de mim mesmo: a tristeza é sã. E essa sanidade é tamanha que, quando menos se espera, ela vem e te pega de modo inesperado, invade teu corpo, age como sanguessuga, nutrindo-se da última gota de sua noção de mundo e finalmente, o torna louco no lugar dela.
Ela torna-se freqüente, cotidiana, passa a fazer parte de seu discurso, da sua filosofia, da sua lógica de vida, mais tarde torna-se seu café da manhã, almoço e jantar... Sua água, seu ar, seu sono, sua hipertensão. Vai de modo invisível, sem receio, sem remorso e torna-se o seu olhar, sua postura, o incômodo no teu peso, o tamanho do teu passo.
Segue tornando-se tudo, até tomar o corpo por inteiro, não deixando para ele nenhuma brecha por onde ele possa ter luz, nem som, nem sonhos... Nada que o vivifique.
Segue assim até que a morte os separe.




quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Banco e Eu... II





Anos passaram e eu percebi declínios, nem sempre o muro me protegia como eu queria, dando margem á entrada de outro ser na minha vida, e ele se chamava Fingimento.  Lidar com este novo elemento não era fácil, no início; conter as lágrimas dentro da armadura de guerreiro na qual eu estava vestido o dia inteiro e apenas solta-las quando estivesse comigo mesmo em um espaço inacessível á carnes sólidas não era uma tarefa prazerosa, mas eu sempre consegui completá-la. No entanto, não por tempo prolongado.
E então eu dancei.
            Descobri a dança no ato da dor, parecida mesmo com a dor da mãe, mas não quando ela dá luz ao seu filho e sim quando ela o perde. Dancei para encontrar em outra atmosfera aquilo que na Terra ainda não havia sido feito pra mim, a felicidade interior. Dancei para dizer a Deus o quanto eu precisava de um pouco mais de tempo para caminhar, a fim de descobrir o que eu era realmente, Justamente por que de tanto pulsarem em meus ouvidos o discurso de que eu era aquilo que não conhecia, deixou-me realmente na dúvida e ás vezes eu me pegava pensando:” Se tanta gente fala uma coisa só, esta coisa só pode ser verdade.” Entretanto, as carnes sólidas mentem, inventam; boa parte são maldosas e superficiais, por vezes até guardam rancores e complexos dentro de si mesmas, tornavam-se, portanto, impróprias para fazer julgamentos. E todas essas “qualificações” fizeram-me voltar a compreender-me e a descobrir-me enquanto outra carne sólida, com qualidades, defeitos, mas não com aquela identidade que elas haviam posto imerecidamente em mim.
            Dancei para perguntar a meu próprio espírito o que era que tinha lá dentro: se raiva, se medo ou se nada havia. Dancei na dor da dança para esconder a verdadeira dor que sentia internamente. Dancei na melancolia da dança para espremer-me e atacar a minha própria melancolia na tentativa de forçá-la para que ficasse somente nos instantes imaginários do movimento trabalhado.  Dancei na beleza da dança, a fim de tentar encontrar beleza em mim, a parte mais crítica dessa minha entrega á dança, pois ainda não encontrei respostas a isto.
Como diz certa canção: “Vou deixar que minha guitarra diga tudo o que sou; não sei dizer por mim... Custa um mundo respirar.”. E ainda outra frase da mesma canção revela-me ao dizer: “Se não posso estar contigo, já não posso estar sem ti; cada vez parece mais duro ser feliz.”.
Danço para ir ao encontro desta necessidade, sem ela não seria mais o mesmo ser.
            Mas sinto-me ainda melhor quando alguém me nota, me percebe e vai ao meu encontro. Sei lá, sinto-me desejado. É como se eu imaginasse que oferecer um minuto da minha companhia a alguém seria dar a ela a força necessária, a mesma que eu tive, para confrontar as carnes sólidas de má intenção espalhadas por aí á fora! Apesar de que eu enquanto corpo que dança, vejo-me ascendendo, por tirar de mim e pôr no movimento as incógnitas mais profundas e por não me deixar abalar, mesmo com as tentativas. Porém fora dela, me resumo nesta outra canção: “Sem surpresas;
um coração que está cheio como um aterro de lixo; um emprego que te mata lentamente
Feridas que não vão cicatrizar.”.
Eu não sou aquilo que os olhos medíocres conseguem ver.


            Fábio Sabath


O Banco e Eu... I


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Hoje eu estava sentado num banco.
Num banco estava eu sentado hoje.
Sentado num banco hoje eu estava.
Sentado hoje estava eu num banco.
Hoje sentado num banco estava eu.
Eu sentado num banco estava hoje.
Estava eu hoje num banco sentado.

Percebi que estava sozinho, exatamente como pretendia... Ou talvez não, jogos de marketing acontecem com o emocional também, creio eu.
Hoje eu pretendia sentir algo diferente dos outros dias comuns, então me sentei decididamente naquele banco e ele me fez companhia; falávamos sobre o que eu conseguia ver no horizonte, talvez fosse melhor dizer o que eu não conseguia ver, pois esta sim era a minha visão predominante naquele instante. É estranho chegar a um lugar onde ninguém conhece você, pior é quando você redescobre que neste lugar, poucos ou nenhum dos presentes se interessam em conhecer-te mais profundamente, ainda pior que o dito anteriormente, é quando se redescobre por mais uma vez que na verdade, de tanto esquivarem-se de querer conhecê-lo, nem você próprio acredita mais ter alguma coisa para oferecer á consulta; a partir de certo momento, tudo começa a ser inútil e nem você próprio se compraria, se fosse o caso.
            Pensei bastante, o banco me ajudava nessa missão, pensar é mais difícil do que se imagina, mas ele não falava nada, talvez para não atrapalhar meu pensamento ou talvez para não envolver-se na minha vidinha. Será que ele pensava como aqueles que dizem: “A vida deste sujeito não me interessa?”. Se assim fosse, eu estava outra vez sem sentido ali. O banco não me acrescentava nada, mas para mudar isso, eu precisava de uma carne sólida que sentasse do meu lado e tentasse perceber algo em mim sem que eu dissesse á que estava naquele lugar afastado, sem ânimo e na companhia de um simples banco, pensando nas coisas que talvez as pessoas estivessem pensando, por conta do desinteresse de todas elas em saber mais sobre mim. Entretanto, ninguém apareceu, o mesmo espaço sombrio continuou e eu nele.
            Sei lá, há momentos em que a gente quer ser o que tanto sonhávamos, porém somos obrigados a ser aquilo que os indivíduos pensam; daí cai o nosso castelo de cartas. Como sustentar um castelo de cartas, estando ele sob ventos fortes? O vento é destruidor quando quer... Sopra bem devagar, mas quando decide soprar forte, as transformações no espaço em que ele age são terríveis... As transformações em mim foram tamanhas, tal qual a ventania no castelo de cartas.
            Tentei então construir um muro! Aparentemente mais forte, mais resistente, mais imponente até! Nele eu me transformava naquele que era o desbravador do mundo e do conhecimento, as carnes sólidas me chegavam rapidamente e todas elas se apegavam rapidamente a mim, declaravam-me amores e admirações e arrependimentos por julgamentos precipitados; e espantava-me aquilo tudo; eu vivia numa caverna, sentado num banco, o mundo através de sombras projetadas na parede! E de repente saia e dava de cara com aquelas transformações absurdas, que somente ocorreram por conta da construção daquele meu muro, aquele que me sustentaria no novo espaço em que estava inserido por bastante tempo, anos á frente.

Nada para fazer...



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Não tenho nada para fazer;
Nada para falar;
Estou sozinho;
Aqui não se fala em acréscimos;
Fala-se apenas o necessário;
Mas não depois da meia-noite.
Depois da meia-noite vem o sono;
Vem o cansaço e o abandono;
Abandono de si e do outro;
O outro... Que nem se tem certeza de encontrá-lo vivo no dia seguinte.
Não tenho nada para fazer;
Não sei o que devo estudar;
Se é que estudar vale alguma coisa;
Se a coisa que eu busco precisa mesmo de estudo;
Se o estudo me fará alcançar esta coisa;
Será que a vida não me dirá outra trilha?
E ela, estará comigo ainda nesta nova passarela?
Não tenho nada para fazer;
Apenas ouço música antiga;
Sinto-me então mais antigo que ela;
Talvez para procurar a paz em meu subconsciente;
Caso esteja certo esse meu conceito de consciência.
Penso em você, penso com tanta intensidade;
Sabendo eu, mesmo sem reconhecer, da sua desinformação;
Insisto em querer você, por que meu corpo pede;
A gente tem essa mania de desejo;
A gente tem essa mania de sofrer pelo impossível.
Não tenho nada pra fazer;
Essa é apenas mais uma madrugada;
Não tenho amigos agora;
Não tenho pai nem mãe agora;
Não tenho a menina que declare seu amor por mim;
Nunca tive.
Minto... Tive, mas éramos tão novos e imaturos;
Não imaginava que meu futuro seria tão duro.
Não tenho nada a fazer;
Os textos me despertam sentimentos que não são os que eu necessito;
As músicas lembram-me situações que ainda anseio viver;
As pessoas com as quais convivo só aumentam a minha desesperança.
As coisas que escrevo apenas assustam aos corajosos que as lêem;
Os meus pensamentos apenas desestimulam os otimistas;
Eu, em mim mesmo, sou uma dissimulação.
Não tenho nada pra fazer;
Portanto não ando, perdi minhas pernas;
Não falo, tenho um câncer emocional mortal.
Não ajo, meus músculos encurtaram-se;
Não vivo, não sei por que, na realidade.
Apenas sei que não tenho nada pra fazer.

Cada um tem um fantasma dentro de si?




Fantasma da Solidão


Hoje eu não vi o meu fantasma da solidão; aquele que me acompanha para me dar o suporte de um peso que carrego sem perceber e ao mesmo tempo reclamo dele.
Hoje não o envolvi nas minhas declarações ameaçadoras, nem o afoguei nas minhas mágoas poéticas, apesar de que, quando eu não o faço, ele sempre faz por mim, involuntariamente.
O meu fantasma manteve-se oculto hoje e não veio participar das minhas menções degradadas sobre mim mesmo, não me deixou a mercê da negatividade e nem se estendeu em permanecer por perto. Talvez ele precisasse de um descanso, tanto quanto eu preciso. Cuidar de mim cansa... Eu que o diga!
Hoje, dia tão igual quanto todos os outros, o meu fantasma da solidão não me deu margens para enraizar-me no meu discurso de sempre: vitimado, pessimista, retrógrado, problemático. Deixou-me livre e saiu-se livre de mim por algumas horas, durante as quais não me senti eu, como o sou geralmente. Senti-me outro, não mais leve nem mais sereno, tampouco mais angelical (faz muito tempo que não tenho mais motivos para sentir-me angelical), apenas senti-me inerte (mais que o normal); hoje eu não tive os instantes de pálida reflexão sobre o meu dia, as pessoas que dele participam e as cenas prováveis ou improváveis, como costumeiro.
Hoje não me foi possível tornar-me algo diferente, como também é do meu costume, para tentar apagar os traumas do julgamento prévio sobre o que não sou.  Não pude ser como a cobra, quieta e calma enquanto não-ameaçada, nem pude ser o crocodilo, que ataca quando tem fome ou quando tem raiva.
Eu sobrevivi hoje, definitivamente, sem a ajuda do meu fantasma, ele não apareceu.
Ele é quem me faz companhia, é meu amigo nas piores horas, está comigo nas etapas mais introspectivas, nas viagens desérticas que faço; minha música, minha dança, minha poesia, tudo ele é.  O motivo que me faz sorrir de verdade, chorar de verdade, sentir saudade, frio, calor, ódio, paixão ou amor... Ele me faz sentir tantas coisas! Conversar com ele, como faço agora, é uma terapia para mim, pois sem ele já teria enlouquecido. Jamais teria avançado; fui criado para sentir-me sempre mais confortável abaixo das “asas protetoras” da mamãe. Ele, com toda graça e sutileza é que me induz a comer e beber, a dormir e a acordar.
 Esse fantasma suntuoso, cuja razão de existir está centrada unicamente na minha existência (pois sem mim, ele também não se sentiria útil), é quem me inspira para compor belos versos que se transformam em canção, que me possibilita entrar no mundo dele e tirar de lá as coisas mais profundas e proveitosas para que eu possa apresentá-las ao mundo de maneira sincretista, mesclando por diversas vezes, o que é dele com o que é meu. Não preciso deixar espaço para que o conheçam.
Mas hoje, ele não apareceu.
É só uma citação, é a primeira vez que isso acontece; estranho, justo eu, consegui viver um dia da minha vida sem o guindaste do meu ânimo, sem o elevador de minhas razões para fazer algo... Talvez seja possível mesmo que eu tenha uma vida própria, com desejos, ansiedades, utopias, sem a prisão á algo ou alguém que me guie e faça-se modelo para que eu siga. Acho que começo agora o longo procedimento de conhecer uma nova fase da minha vida: a existência do EU: esse EU que até agora não consegue sequer escolher um belo par de sapatos sozinho.
Agora, neste minuto poético, ele está aqui comigo, vendo tudo, lendo tudo, escrevendo junto comigo; será, no entanto que estará comigo daqui a algumas horas, quando eu sair do sono e do sonho e vier novamente para esta coisa amarga, dolorida, filosoficamente chata e estressante, chamada Vida Real? Estarei sozinho novamente para tentar enxergar as possibilidades de vida agradável, frutífera e proveitosa, sem patrocínios?

            Fábio Sabath