quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A MULHER QUE EU QUERO...




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            Eu não quero o ano perfeito, no mês perfeito, em uma semana perfeita, do dia perfeito, da hora perfeita, em que a minha felicidade esteja perfeita para que eu encontre a mulher perfeita e assim viver na vida chata e monótona da perfeição.
            Eu não quero simplesmente ter alguém para quem dizer ‘bom dia’ nos dias em que estiver perto e ligar para dizer ‘te amo’ nos dias em que estiver longe. Para mim, tudo isso é primariamente supérfluo e faz pouco sentido depois quando não há um sentido prévio.
            Eu quero alguém pra caminhar comigo, só isso, e enfrentar comigo tudo o que for encontrado nessa estrada, dos mais lindos sonhos aos mais macabros pesadelos. Não quero alguém conforme sua personalidade: a mais forte ou a mais maleável, esses detalhes são extraídos ou acrescentados com o tempo... E se pararmos pra pensar, caso escolhêssemos pela personalidade, ninguém jamais amaria ninguém. Somos todos tão estranhos, na realidade.
            Eu quero aquela que sorria comigo quando eu estiver no palco e que esteja ao meu lado quando o show tiver terminado e eu estiver descendo as escadas; aquela que sinta minha falta quando eu ainda estiver por perto e que se comporte como se eu estivesse perto quando realmente eu me encontrar distante.
            Por isso eu escolhi você.
            Não posso, nem preciso mais me explicar, pois as melhores explicações são bem-sucedidas a partir da sétima letra da palavra sublinhada.
            Sou presente “comestível”, portanto, meu prazo de validade é curto. Prefiro fazer sala para a solidão e entretê-la com a minha voz e minha dança do que esperar alguém que não vai chegar. Se me quiser, desfaça as malas, ignore a passagem que tem nas mãos, ignore o destino aonde pretendias ir, dê a meia volta e siga o novo itinerário que lhe foi apresentado, ele é breve, ele é único, é o último disponível. Não estou falando de mim, falo da chance.
             Não é tão difícil, apenas segure a minha mão e siga-me, pois prometo te levar pra onde sempre sonhei estar com alguém, á casa onde mora a Felicidade Plena. E lá sim eu estarei com o Amor Completo, num Dia Completo... Eu próprio estarei completo... Estarei com você.

Licenciatura em Dança na UFS - Quem somos? Bailarinos, Professores ou Hipotéticos ?

Você sabe o que é uma licenciatura em Dança?
Tem certeza de que seu conceito pessoal cabe na definição correta que é atribuída ao termo? Alguns têm muita dificuldade de entender isso e certamente os equívocos brotam como feijão... Alguns inocentemente, outros propositalmente. Será que existe alguém passando por auto-conflito porque cursa uma licenciatura? Ou será mesmo que existe a intenção de causar conflito tentando, á força, fomentar a idéia da formação de bailarinos de técnica avançada e não de professores que irão para as escolas públicas com o intuito de educar através do movimento?
Espera! Eu mesmo respondo, eu vou à segunda opção.
Não é possível que num curso de dança como é o caso do Campus de Laranjeiras, os estudantes não tenham clara ainda a idéia do que seja uma licenciatura a da necessidade de preencher o mercado de trabalho com pessoas que não saibam apenas dançar, mas que saibam ensinar a dançar, e o agravante: ensinar a pessoas que provavelmente não farão carreira na dança.
Se nossa proposta é levar o conhecimento do corpo para a escola, onde estarão inseridas crianças e adolescente e até mesmo adultos, qual o sentido de haver qualquer julgamento de valor sobre quem dança ou não em Sergipe? Isso fica para grandes nomes da dança no Estado, pois esses têm o respaldo da técnica e dos anos de estudo e dedicação á dança. O lance é cada um de nós enquanto indivíduos pensantes, concentrarmos nossas energias (e aí será de enorme proveito) para aprendermos métodos de educação em dança, lermos sobre a educação no geral (neste tocante sou fã do Profº Drº Bernard Charlot, posso indicar alguns textos), ler também sobre a dança na escola, sobre a qual a Isabel Marques fala muito bem. Leitura para a sua área é o que não falta, certamente.
O que não dá é pra mentir num momento desses e dizer que o cenário da dança em Sergipe está sorrindo e tomando chá numa varanda de fronte ao mar, pois o que alguns estão fazendo com a dança não é brincadeira! Parem de falar mal dos alicerces da dança em Sergipe! Por que não aprender o máximo possível com essas pessoas ao invés de tentar subestimá-las?... Será de mais importância entender o que é dança primeiro, tirar essa mania de inventar passinho sem processo corpóreo nenhum, de fazer movimento pobre esteticamente e sair por aí dizendo que é dança contemporânea, sendo que a mesma contém, nestes processos pobres e encenados por qualquer um, todos os elementos de sujidade (os piores) dos quais um apreciador da arte poderia envergonhar-se.
E não penso em poupar palavras para dizer isso. Não preciso. Ódio por ódio, prefiro dizer o que penso pra ser engolido com discurso e tudo... E olhe que sou um coitadinho, simples estudante da dança na UFS! Mas de uma coisa eu tenho certeza: ser bom não significa dançar com a perna mais alta nem com o figurino mais caro, muito menos fazer coreografia como quem faz miojo! E o conselho importante que dou aos estudantes de dança da UFS – Campus de Laranjeiras é que continuem a estudar e buscar melhoras técnicas sim, entretanto sabendo exatamente com quem nos relacionamos, dando prioridade ao ensino-aprendizagem por meio do movimento e principalmente, podando nossa língua, pois ela é fonte de mil um males e nos prejudica muito!
Bom retorno a todos ao período letivo 2010/2!

domingo, 18 de julho de 2010

Fábio Sabáth - Dança e Música na alma: Reveillon na Dança 2010 - Inscrições abertas a partir de 01 de Agosto

Fábio Sabáth - Dança e Música na alma: Reveillon na Dança 2010 - Inscrições abertas a partir de 01 de Agosto

Reveillon na Dança 2010 - Inscrições abertas a partir de 01 de Outubro


Reveillón na Dança 2010

Olá pessoal!
Informes sobre o evento:
Este ano o Réveillon na Dança, realizado pelo Grupo de Dança Bel’Art acontecerá com algumas modificações no que diz respeito á participação de interessados, mas antes, explicaremos o que é o evento.
Réveillon na Dança ainda é um projeto de dança novo, nasceu ano passado e está por aprender com o meio. Visamos através dele, unir comunidade, cultura e conhecimento num mesmo espaço, proporcionando momentos de interação entre os mesmos. Está inicialmente condicionado a participar quem for residente da cidade de Estância – Se e que esteja acima dos 14 anos. 
Na edição 2009, os interessados participaram de oficinas de dança e de uma montagem coreográfica, apresentada no dia 27 de Dezembro (como manda o figurino, rsrsrs); em 2010 faremos diferente: Grupos de dança da cidade de Estância, de quaisquer linguagens (Ballet, Hip Hop, Dança Afro, Dança Contemporânea, Dança Moderna, Jazz, Sapateado, etc) podem fazer solicitação da ficha de inscrição pelo e-mail abaixo. Depois que preenché-lo reenvie-nos.
Todas as informações necessárias os inscritos receberão através do e-mail inclusive regulamento.
Prepare o seu grupo e venha participar!
Estância na Dança!

e-mail de inscrição e solicitação de regulamento:

dancaurbana@r7.com





quarta-feira, 21 de abril de 2010

“Qualquer um consegue dançar contemporâneo!”



De vez em quando, a gente ouve alguns absurdos com relação ao que se passa no mundo da dança e, em especial neste momento, na Dança Contemporânea.


O que costumo ouvir é que o bailarino contemporâneo não tem técnica e que se utiliza de movimentações aleatórias para suas performances, pois a linguagem permite. Na verdade, existe uma série de equívocos nestas afirmações, levando em consideração que, a maioria dos que dizem estas coisas são os ditos bailarinos que não tem o bom costume da pesquisa e análise profunda do que seja a dança ou aqueles que aprendem um pouco da técnica clássica e já se põe como defensor maior da mesma, desfazendo-se de outras linguagens, que por sua vez ele não executa e/ou nem sequer conhece.

O importante nisso tudo é que a discussão sobre o que realmente é Dança Contemporânea não parará nunca. No entanto, é preciso deixar bem claro que já virou uma péssima mania das pessoas (infelizmente, pessoas da dança), dizerem que qualquer um consegue dançar contemporâneo. Vamos ás explicações:

Se caso você ler em alguma página na internet ou mesmo em algum livro impresso que qualquer pessoa pode fazer uma AULA de dança contemporânea, certamente este texto está exprimindo uma comparação quanto ás exigências FÍSICAS/ESTÉTICAS em relação á outras linguagens, a exemplo do Ballet Clássico, e não de execução. Visto pelo ângulo de execução, não é fácil e nem imediato que bailarinos de outras linguagens desconstruam seus corpos a fim de dar outra noção ao movimento; e aí se percebe dentro de suas execuções contemporâneas traços fortes de sua técnica corporal principal.

O que é necessário entendermos é que se qualquer um pudesse dançar a linguagem contemporânea, como defendem alguns poucos desinformados, a Pina Baush não seria Pina Baush nem a Débora Colker seria Débora Colker. É óbvio que se necessita de técnica para ser contemporâneo do ponto de vista da arte como um todo; certamente não é uma técnica que se codifique para oferecer ao bailarino o roteiro pronto, mas antes é uma linguagem que oferece liberdade de expressão. O Contato-improvisação é uma técnica, bem como o Release Tequinique, a Mímica e Expressão Dramática e todas elas, são estudadas e usadas pelos bailarinos contemporâneos e sinceramente... Não é todo mundo que detém o conhecimento delas, portanto não é todo mundo que dança contemporâneo, não.

Deixo-vos para reflexão as palavras da bailarina e coreógrafa Lenira Rengel:

“Ninguém improvisa do nada, tem que ter elementos. Tudo bem que ninguém é nada. Todo mundo tem uma educação, uma história, mais vai ser limitado se não houver um repertório corporal.”






segunda-feira, 12 de abril de 2010

A DANÇA QUE SE TRANSFORMA EM AMOR E VICE-VERSA



Você dança em mim. A profundidade do seu movimento percorre todo o meu corpo, passando por cada veia e de maneira ardente... E eu amo isso que você faz. Você conseguiu me ganhar com apenas um passo, o primeiro foi suficiente, sem mais nada que fosse mais atraente.
Eu amo quando você joga os cabelos na direção do vento, amo quando você sorri e se atrapalha, amo quando me toca. E como é bom o seu toque! As suas mãos são a divina calma que eu sempre sonhei, a sua dança é tudo, e eu a amo.
O seu movimento me chama, a sua cintura me excita, as suas mãos invadem o meu íntimo espiritual totalmente e você...Torna-me o homem mais feliz do mundo durante os poucos minutos que falo contigo, que ando contigo, que danço contigo.
Contigo eu gostaria de permanecer se todo este discurso não fosse em vão, fora repetido tantas vezes na citação das minhas mãos e tantas vezes fora negado ou deixado para trás que já nem acredito que essas palavras avancem a possibilidade de serem lidas ao menos.
Baseado em tudo que já vi, ouvi, vivi e continuo vivendo, concluo tristemente que meus sentimentos jamais passarão para o mundo das coisas reais, continuarão sempre no absurdo do obscuro, na utopia barata, na simples lapidação emocionada de minhas palavras agonizantes. Pois a partir delas ninguém me vê, não sente minha falta... E eu serei sempre o mesmo para aquele que me enxerga externamente. Deus é o único que me conhece internamente e eu já tenho a ousadia de me perguntar se existe mesmo uma alma que seja compatível com meu corpo.
Portanto, prefiro te admirar, somente. Admiro-te quando fala, anda, baila... Admiro-te até mesmo por foto; admiro sua pele que brilha... Quem dera brilhar para mim.
Se eu tivesse em meu coração pulsação suficiente, já teria dito, gritado aos quatro cantos do mundo o que sinto por você, mas no final das contas... Pra quê? Seria o mesmo que gritar por socorro no deserto!


 Fábio Sabath

sexta-feira, 9 de abril de 2010



As coisas na nossa vida acontecem de forma tão especial que ás vezes a gente nem nota que estivemos num ambiente parecido com o paraíso por alguns minutos.
Essa aí foi a minha turma da discilplina de verão da UFS, 'Expressão Dramática na Dança, ministrada pelo queridíssimo Edimilson Suassuna.
Foram aulas maravilhosas em que cada um deu seu máximo e o resultado final foi ainda melhor!
Lembro-me das grandes loucuras de Del ( o loiro agachado á minha direita) e os ataques de Dulce, kkkkk. E para tudo isso tinha a gargalhada forte e cômica do professor Suassuna.
Mas foi tudo muito bom. É interessante aprender coisas novas estando perto de pessoas que lhe proporcionam um ambiente alegre e propício para isso.
O resultado final que apresentei foi esse aí:





"OS LADOS DO AMOR"


Este foi um dos meus melhores trabalhos coreográficos. Foi apresentado no Sesc/Centro, em Aracaju e fiquei muito feliz com o resultado. Posso dizer que  mostrei  um pouco daquilo que eu tenho de melhor e me realizei nos lindos movimentos executados.
Não é fácil, estou lutando contra tanta coisa para conseguir está na UFS e para conseguir me manter no mundo da Dança... mas estes são detalhes sórdidos que o tempo me permitirá amenizar ou sanar.
'Os Lados do Amor', tem sido uma porta pra mim, no sentido de apresentar-me como um bom bailarino em outros locais.
Em maio,entre os dias 14 e 15, este número será apresentado no evento da UFS, Dança na UniverCidade.
Certamente as fotos serão postadas aqui.
Quero compartilhá-las com aqueles que acompanham meu trabalho.